Como muitos de vocês sabe, em junho do ano passado, Theo foi a um campo de refugiados na Grécia para conhecer mais a situação do povo e ajudar.  Ele chegou até a relatar sua visita para a CNN por meio de uma carta aberta que foi postada no site deles. Recentemente a UNHCR divulgou um video da visita de Theo ao campo, onde ele da o seu depoimento sobre como se sentiu estando lá. Confira o video e a transcrição abaixo.

Durante a Segunda Guerra Mundial o avô de Theo James fugiu do controle Nazista na Grecia, viajando de barco para a Síria. Agora Theo James voltou para a cidade natal de seu avô para conhecer os refugiados Sirios.

Nós conhecemos esse cara chamado Rafi, 17 anos de idade, um menino bem aberto e que continua bem esperançoso e feliz. E então descobrimos que como resultado de estilhados de uma explosão ele tem um pedaço a menos de seu cotovelo, e toda a cartilagem se foi e cerca de 30% do osso, e você olha para o braço dele e ele precisa de uma cirurgia, mas as chances de fazer são bem limitadas, e tipo se ele deixar daquele jeito, ele vai ser profundamente incapacitado no futuro. E isso é o que é triste.

Sabe a gente costuma ver na mídia os fatos, os números, quantas pessoas se deslocaram, quantos refugiados estão lá, quantas pessoas estão viajando. Mas quando você conversa cara a cara com essas pessoas, você percebe que são historias bem singulares; cada um tem uma historia mais devastante que o outro, e isso te faz perceber que a Europa tem que olhar para isso, o mundo tem que olhar para isso como a grande tragedia que isso é. Isso já foi dito muitas vezes, mas é a maior crise humanitária desde a Segunda Guerra Mundial. Após a Segunda Guerra Mundial, tinha várias pessoas de mudando e muita ajuda. E nós temos que avançar, nós precisamos abraçar essas pessoas e as convidar para as nossas comunidades. Pois elas não estão buscando um cheque. Eles não são migrantes econômicos. Eles não estão tentando forçar a cultura deles na nossa. Eles são pessoas são fugindo de seus filhos sendo executados. Fugindo dos pais, mães e irmãos morrerem, e eu acho que temos que abraçar isso e fazer algo sobre isso.”

Postado por: Talita Bernardes | 01.02.2017